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Como a China e outros países asiáticos venceram a Covid-19 Masculino

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Enquanto o mundo ocidental está a voltar ao confinamento, um pouco por toda a Ásia já se anda na rua à vontade, sem máscara nem nada. O segredo do seu sucesso foi uma política restritiva bem mais musculada.

Qem se saiu melhor, até ao momento, foram efetivamente países como a China e o Vietname. Primeiro, fecharam tudo e resolveram a crise sanitária. E agora estão a recuperar a economia”. A opinião é de Henrique Lopes, especialista de Saúde Pública, docente na Universidade Católica Portuguesa e membro do conselho superior da ASPHER (Associação de Escolas de Saúde Pública da Região Europeia) para a Covid-19 e vai ao encontro do que muitos também já apregoaram. A China, berço da pandemia, simplesmente enfiou 760 milhões de pessoas em casa até não haver casos ativos na comunidade e só depois começou a desconfinar. Quando, no início do verão, depois de o país reabrir algumas portas e começar a sair à rua, se detetaram novos casos – sobretudo na região de Wuhan – a opção foi testar a população toda em massa e isolar os doentes, permitindo aos outros retomar a vida normal. Depois disso, os novos casos foram todos de pessoas oriundas do exterior – sempre obrigadas a cumprir uma quarentena à chegada ao país.

“Soou demasiado duro, mas aquelas medidas extremadas, sobretudo nos primeiros 50 dias da infeção, permitiram à China evitar qualquer coisa como 700 milhões de casos”, sublinhava à Science, logo em abril, Christopher Dye, investigador convidado da Universidade de Oxford e coautor de um estudo que já analisava positivamente as medidas muito restritivas adotadas por aquele país asiático.

Ainda houve pequenos surtos aqui e ali, que obrigaram a dar alguns passos atrás em algumas regiões –mas a maioria era de pessoas oriundas do exterior que foram confinadas compulsivamente à chegada ao território. A meio do verão, Wuhan comemorou mesmo o facto de registar zero casos com uma grande festa na piscina. E em setembro, Xi Jinping, o presidente do país, não teve qualquer pejo em anunciar ao mundo que simplesmente erradicara a doença do seu território. “Travámos uma grande batalha contra a epidemia, que acabou por ser dura para todos. Passámos por um teste histórico e extremamente difícil”, disse. “Mas agora estamos na vanguarda mundial em termos da recuperação económica e na luta contra a covid-19″. E nem se fala de segunda vaga, algo considerado absolutamente improvável pelas autoridades locais.

Tudo isto até pode soar a propaganda, mas o certo é que nas festas do dia nacional, a 1 de outubro, já andava tudo de um lado para o outro sem restrições. Uma semana depois, um estudo na The Lancet relatava exatamente aquilo que se poderia considerar um controlo bem-sucedido da Covid-19. E no Halloween, as ruas voltaram a encher-se de gente, uma grande maioria sem usar máscara.

“Foi a força da burocracia”, reforçou à The New York Review o escritor americano Ian Johnson, a viver na China há 20 anos, premiado com prémio Pulitzer pela sua cobertura do país. No artigo em causa, começa por contar como lhe bateram à porta do seu apartamento em Pequim, no fim de janeiro, a perguntarem-lhe se se sentia bem. “Sim, sem febre”, respondeu, recebendo, ainda assim, do responsável do condomínio, dois exemplares de um folheto, um em inglês e o outro em chinês, com dicas práticas sobre como se proteger do coronavírus. O vigilante ainda lhe perguntou se tinha uma máscara e depois prosseguiu a sua ronda. “Na altura, nada disto me pareceu muito relevante, soou até mais a paternalismo”, relata o autor. “Mas hoje confesso que julguei mal. As autoridades chinesas viram com precisão que se tratava de uma crise de saúde pública e agiram em conformidade, sem meias medidas”.

No Vietname, a grande diferença foi a dimensão dos casos, em muito menor grau do que na China, mas até meio do verão era dos poucos países do mundo que se podia gabar de não registar qualquer morte por Covid-19. Quando surgiram casos, o modelo foi o mesmo – e isso viu-se em julho, quando as autoridades decidiram isolar por absoluto a terceira maior cidade do país durante 15 dias, determinando que os transportes públicos estavam suspensos e nenhum avião, comboio, autocarro, táxi ou barco podia entrar ou sair de Danang. Contas feitas em outubro, e a par da Tailândia e do Cambodja, registavam-se por ali cerca de zero a cinco novos casos por dia, uma contagem mínima de mortes e um total de casos de poucos mais de mil e cem, um valor extremamente baixo para uma população de quase 100 milhões. Agora, o grande custo de tudo isto, um pouco por todo o oriente, foi, como assinalou já o The Wall Street Journal, uma ainda maior desigualdade entre ricos e pobres.

Fonte: Visão/Sapo

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